Adecom Jurere Org Brasil

Histórico

Durante os anos sessenta foi criado o primeiro loteamento na praia de Jurerê e chamava-se Loteamento da praia do Forte, abrangendo a região onde hoje está localizada a Associação do Pessoal da Caixa Econômica Federal de Santa Catarina.

Posteriormente surgiu o Loteamento Solimar que tinha, aproximadamente, as mesmas confrontações hoje atendidas pela ADECOM JURERÊ (a margem direita da Rodovia SC 402, entre as ruas Jornalista Haroldo Callado até a Av. dos Búzios).

A praia – de uma beleza sem par – era uma enorme plantação de eucaliptos.

Neste poucos mais de trinta anos houve uma verdadeira explosão imobiliária, e aquelas pouquíssimas casas que constituíam uma continuação da vila dos pescadores se viram cercadas por construções de toda grandeza.

Primeiro o calçamento, depois veio o asfalto.

A água da Casan demorou mais de quinze anos para ser instalada no bairro.

Jurerê deixou de ser praia e passou a ser um bairro de Florianópolis e esse crescimento trouxe para cá, na sua esteira, todos os problemas que afligem os demais bairros da capital: constante agressão ao meio ambiente, segurança deficiente e serviços públicos quase inexistentes.

No final dos anos oitenta, mesmo com muitos ainda considerados veranistas, mantínhamos aqui um ambiente de excelente vizinhança, pois poucos eram os imóveis destinados a aluguel de temporada.

Pois foi numa reunião de vizinhos que veio à baila, pela primeira vez, as questões comunitárias: todos estavam aflitos porque o valão existente na hoje Rua Jurerê Tradicional recebia todo os esgoto residencial das casas ali localizadas e os levavam ao mar através do Rio das Ostras.

Marcamos então uma reunião com a Diretoria da Associação existente, na época, naquele bairro para tratar do assunto, mas nada aconteceu.

Passaram-se dez anos. O crescimento imobiliário permanecia acelerado e os problemas relacionados especialmente a segurança e meio ambiente continuavam se agravando, já que nunca houve investimento dos poderes públicos nas áreas respectivas.

Os moradores de nosso cantinho sabiam da existência de duas associações de moradores vizinhas, mas elas não os atendiam.

A iluminação da praia, por exemplo, foi instalada em toda a orla, mas terminou exatamente na continuação da SC 402 e recomeçou lá pelas bandas do ex-Restaurante do Quinha.

A Polícia Militar do bairro não atendia as ocorrências verificadas em nossa região e nos orientava a solicitar a presença dos militares de Canasvieiras para nos atender, pois cumpriam ordens para cobrir uma área restrita, até o Hotel Jurerê Beach Village!

Os moradores tinham de se cotizar para pagar o roçado das alamedas porque a COMCAP nunca se dignou fazê-lo…

Todos conheciam os problemas, mas não havia espírito de equipe. Uns e outros faziam denúncias ao 190 da Polícia ou protocolavam reclamações no Pró-Cidadão. De efetivo…nada.

E foi novamente numa reunião social – a primeira comunhão do Leonardo – que voltamos a conversar sobre os problemas da comunidade.

E aquilo que parecia não ser uma boa idéia, a criação de uma nova associação – já que na baía de Jurerê já haviam quatro – tomou forma para atender exatamente esse nosso cantinho, até a bem pouco tempo tão esquecido de todos.

No dia 2 de fevereiro de 2006, na Pousada dos Chás, tivemos uma reunião plenária que encaminhou a Assembléia Geral de Fundação no dia 9 do mesmo mês, cuja ata foi assinada por vinte e quatro fundadores.

Surgiu assim a Associação para o Desenvolvimento Comunitário JURERÊ